quinta-feira, 17 de novembro de 2011

São Lourenço da Mata, da Copa e do futuro... Realidade ou ficção?

...Ou seremos assim?
Em 2025 ainda estaremos assim...











Em matérias exibidas recentemente mídia, tivemos um mar de informações sobre uma nova cidade cheia de lojas e atrativos que muitos nunca imaginariam para São Lourenço, uma cidade que a um tempo tinha fama de "cidade dormitório" com o crescimento estagnado e sem perpectivas positivas para sua juventude, agora está sob o olhar de empresários, da mídia geral e preste a entrar em um circulo de cidades com dimensões futuristas, não teremos apenas um estádio, teremos uma sub-sede de copa do mundo, evento assitido por mais de 150 paises, cada um em seu idioma falará de Recife, mais para os homens de negocio, São Lourenço é um lugar de projeção, pronto para receber investimentos e prosperidade.
A Arena Pernambuco que irá receber os jogos da Copa do Mundo de 2014, é um estádio amplo, moderno e sustentável. Com 129 mil metros quadrados e capacidade para 46 mil pessoas, a arena terá estacionamento para 6.000 carros, sistema de reaproveitamento de águas pluviais, células fotovoltaicas de captação de energia solar e até quatro turbinas eólicas para suprir o sistema de ar condicionado.

Nasce um estadio, renasce uma cidade

O empreendimento está sendo construído em esquema de PPP (parceria público-privada) entre o governo pernambucano e o consórcio. Este, por sua vez, é formado pela construtora Oderbrecht e pela Odebrecht Participações e Investimentos, o braço incorporador da empreiteira baiana. É ela quem será responsável pelo loteamento do bairro e pela comercialização dos terrenos,
casas e apartamentos residenciais e comerciais.
A empresa não divulga o VGV (Valor Geral de Vendas), mas apenas a venda dos imóveis residencias deve gerar R$ 400 milhões, considerando o preço médio do metro quadrado em Recife. Quanto ao estádio, o custo é de R$ 532 milhões, incluindo financiamento de R$ 280 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O restante do investimento (com exceção do terreno, cedido pelo poder público) será feito pela Oderbrecht e seus eventuais parceiros.
Segundo o consórcio, a área de aproximadamente 50 hectares onde está sendo construída a arena é uma concessão e volta ao Estado em 33 anos. Dos 240 hectares restantes, seis serão destinados à instalação futura de equipamentos do próprio governo do Estado. Já a área ocupada pela nova centralidade terá seu valor abatido das contraprestações anuais pagas pelo governo ao Consórcio, pela construção, operação e manutenção do novo estádio.

Mas é no terreno do entorno, de 240 hectares (equivalente a 300 campos oficiais de futebol) e cedido pelo governo pernambucano à Construtora Oderbrecht, que será erguido o mais ousado projeto urbanístico inspirado no evento internacional de futebol. Trata-se de uma espécie de bairro inteligente que, quando for concluído, terá 7.000 residências, um campus universitário, museu, teatro, um ginásio (arena indoor), hotéis, centro de convenções, shopping center e escritórios comerciais e empresariais. O nome do projeto: Cidade da Copa. O investimento: R$ 2 bilhões. O prazo de conclusão: 2025.
Em 2014, quando a Copa acontecer, espera-se que estejam prontos o estádio (a previsão é dezembro de 2012) e alguns "elementos âncora", como parte do centro de convenções, o shopping center e, havendo investidores interessados, um hotel com 300 quartos. "Mas o estádio não estará em meio a um canteiro de obras durante a Copa", garante Marcos Lessa, diretor-presidente do Consórcio da Cidade da Copa. Segundo ele, todas as atividades construtivas serão interrompidas durante o torneio, e não será perceptível que, naquela localidade, está-se construindo uma nova cidade. "O turista terá acesso a uma série de atrações que já estarão prontas, mas só tomará conhecimento da grandiosidade do investimento residencial e empresarial através dos stands que instalaremos", diz o executivo.

 Tecnologia e sustentabilidade

O projeto está dividido em quatro fases. A primeira é a única que estará pronta para a Copa. Nela serão consumidos os R$ 532 milhões do estádio e mais R$ 800 milhões em estrutura urbana e projetos âncora. Na segunda, serão construídas residências e prédios comerciais, ao custo estimado de R$ 300 milhões e prazo de conclusão em 2019. A partir daí, a Cidade da Copa ganha contornos de empreendimento imobiliário, e seu ritmo de construção seguirá o ritmo de vendas no mercado. A terceira e a quarta fase, que seguirão até 2025 ou mais, serão de ampliação das unidades habitacionais e comerciais, sempre ao gosto do mercado. Ao fim do processo, segundo a empreiteira, terá nascido a primeira "smart city" (cidade inteligente) da América Latina.
Segundo a construtora, o espaço terá como principais pilares o uso de tecnologias avançadas no monitoramento da segurança, no gerenciamento de energia e na adoção de sistemas integrados. Um grande complexo de entretenimento, com centros comerciais, cinemas, teatros e restaurantes ocupará, o “coração” do bairro-cidade. A nova localidade está sendo preparada para receber até 100 mil pessoas em seus complexos de lazer, variando de acordo com os eventos sediados. Toda a área do empreendimento foi planejada para ser percorrida, de sua região central aos diversos setores instalados, em menos de dez minutos a pé.
Voce acredita nesta ideia? Meubairrofaz acredita no potencial do nosso povo e temos fé na vinda de dias melhores para nossa região, mas queremos saber sua opinião, convocamos voce a expressar suas perpectivas para nossa cidade.
O que seremos depois da copa?
Este evento provocará realmente toda essa mudança?
Comente.
Concepção de Smart City no Oriente Médio.


Para entender um pouco mais sobre Smart Citys: http://cidadesinteligentes.blogspot.com/

domingo, 30 de outubro de 2011

Cultura: O que esta acontecendo?



Já disse alguém que "a cultura é a alma de um povo". O conjunto de costumes que marcam uma nação, que diferencia povos e está presente em nosso cotidiano.
O que temos feito com nossos modos peculiares diante a diversidade cultural quie nos é dada pela internet e a midia de massa? Movimentos culturais cada vez mais "alteram" nosso modo de vida, Um movimento cultural é uma mudança no modo como diferentes disciplinas (artísticas, científicas, filosóficas, etc.) encaram o seu trabalho. É, em grande medida, uma distinção artificial, uma vez que raramente existe uma quebra radical, deliberada e consciente, antes as mudanças se processam lentamente e quase de forma inconsciente.
De modo geral a musica tem uma responsabilidade muito grande nesse processo de inserção de um movimento cultural, ela carrega entre suas linhas e estrofes, gritos de guerra, pedidos de paz e amor, renascimento, sempre com resultados fantasticos.
A musica carrega a força necessaria para estabelecer essa da diversidade cultural, ela faz o papel de um vento dissiminando ideias de forma muito eficaz.
A Diversidade cultural que falamos, refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, entre os quais podemos citar: vestimenta, culinária, manifestações religiosas, tradições, entre outros aspectos. O Brasil, por conter um extenso território, apresenta diferenças climáticas, econômicas, sociais e culturais entre as suas regiões.
 
Assim como Recife fez uso do poder da musica para conduzir uma ideia (veja a materia "Mobilização Social: Uma forma de mudar!"), Woodstock, Tropicalia, cultura punk, entre outros movimentos pelo mundo tiveram a musica como base para sua construção. As guerras e mobilizações de combate a fome na africa tiveram sua força sob a musica.
Mais nem sempre esses movimentos foram usados de forma positiva, muitas vezes movimentos que visavam uma imposição de costumes para controle de massas e de desordem social.
Hittler em seu reich, usou seus recursos de midia, radio e cinema para pregar seus ideais, atraves de hinos e brados conquistando membros paa sua "juventude Hitlerista" usando da força do "Imperialismo cutural".
Imperialismo cultural é o conjunto dos processos pelos quais uma sociedade é introduzida no sistema moderno mundial, e a maneira pela qual sua camada dirigente é levada, por fascínio, pressão, força ou corrupção, a moldar as instituições sociais para que correspondam aos valores e estruturas do centro dominante do sistema, ou ainda para lhes servir de promotor dos mesmos.

O brega é cultura popular?Fazer essa pergunta, hoje, talvez seja entrar tarde demais no assunto, pois o brega e suas variações (tecnobrega, brega pop, brega paraense ou recifense) já entraram na esfera de interesse do debate cultural há alguns anos, Assim cmo  o funk carioca. Acompanhando a reaproximação da academia e dos meios de comunicação com estéticas emergentes das periferias das grandes cidades. Além disso, a “onda” midiática do brega que tomou a região metropolitana do Recife apenas alguns anos atrás aparentemente esmaeceu, ou talvez melhor, desdobrou-se em outros estilos que se adaptam às dinâmicas do consumo das audiências locais.

O que acontece em nossa cidade?

Infelizmente, a ideia de movimento cultural tomou outro rumo diante das necessidades mercadologicas.  Hoje convivemos e sofremos as consequencias de ideais mau esculpidos e trabalhados pelos mercadores interessados apenas em questoes financeiras, sem medir os transtornos causados por um modismo irresponsavel.
 Gravidez na adolecencia, alcolismo, prostituição,  brigas em bares e shows, indução ao sexo precosemente, são algumas das consequencias de determinados tipos de modismo e cultura destruitiva, que vem degradando lares, destruindo casamentos e a relação entre pais e filhos.
Essa materia tem o intuito, querido leitor de nos por para pensar que o simples ato de ligar nosso radio para ouvir determinados ritmos, Mcs e bandas podemos estar dando apoio a algo maior que esta além de nossos lares, mas que pode refletir em nosso dia-dia. É duro pensar em crianças com 12, 13 anos, gravidas, consequencia da moda das "novinhas" triste falar das conhecidas brigas nas festas da cidade (lembrando e parabenizado a ação da Policia contendo varias vezes o tumulto), sem falar os enumeros crimes pasionais em varios pontos da cidade causados por bebedeira e traições. É isso que desjamos para gerações futuras?


"A música oferece à alma uma verdadeira cultura íntima e deve fazer parte da educação do povo."
François Guizot

Terceiro Setor: Cuidando de voce



Calma, não trata-se de seriados como "arquivo X" ou "Lost" muito menos de alguma teoria da conspiração com cameras lhe vigiando ou coisas deste tipo. hoje falaremos um pouco sobre este segmento de mercado responsavel por melhorias na qualidade de vida de milhares de brasileiros e da recontrução de varios paises com suas ações.
 O primeiro setor é o governo, que é responsável pelas questões sociais. O segundo setor é o privado, responsável pelas questões individuais. Com a falência do Estado, o setor privado começou a ajudar nas questões sociais, através das inúmeras instituições que compõem o chamado terceiro setor. Ou seja, o terceiro setor é constituído por organizações sem fins lucrativos e não governamentais, que tem como objetivo gerar serviços de caráter público.

O Terceiro Setor recebe várias denominações, sendo as mais usuais Setor Solidário, Setor Coletivo e Setor Independente. É por excelência, um setor solidário, onde alguns velam por muitos, onde o individual dá lugar ao coletivo, e recebe a denominação de Setor Independente por se mostrar equidistante do poder estatal e do poder econômico, gerador de riquezas. As entidades jurídicas não governamentais, sem finalidade lucrativa, como é o caso das Fundações, que tem como objetivo o bem da coletividade, inserem-se neste setor.

As Fundações, aceitas como pessoas jurídicas na maioria dos países de legislação moderna, são a forma utilizada por pessoas que, pensando em seus semelhantes de forma não egoísta, procuram fazer o bem para toda a comunidade ou, pelo menos parte dela.

ONGs e Fundações são as instituições que financiam o terceiro setor, são as principais personagens deste segmento, fazendo doações às entidades beneficentes. No Brasil, temos as fundações mistas que doam para terceiros e ao mesmo tempo executam projetos próprios.

Organização Não Governamental - ONG

ONG é um acrônimo usado para as organizações não governamentais (sem fins lucrativos), que atuam no terceiro setor da sociedade civil. Estas organizações, de finalidade pública, atuam em diversas áreas, tais como: meio ambiente, combate à pobreza, assistência social, saúde, educação, reciclagem, desenvolvimento sustentável, entre outras.

As ONGs possuem funções importantes na sociedade, pois seus serviços chegam em locais e situações em que o Estado é pouco presente. Muitas vezes as ONGs trabalham em parceria com o Estado.

As ONGs obtêm recursos através de financiamento dos governos, empresas privadas, venda de produtos e da população em geral (através de doações). Grande parte da mão-de-obra que atua nas ONGs é formada por voluntários.
A ABONG é a Associação brasileira de organizações não governamentais.

Fundação

O Terceiro Setor recebe várias denominações, sendo as mais usuais Setor Solidário, Setor Coletivo e Setor Independente. É por excelência, um setor solidário, onde alguns velam por muitos, onde o individual dá lugar ao coletivo, e recebe a denominação de Setor Independente por se mostrar equidistante do poder estatal e do poder econômico, gerador de riquezas. As entidades jurídicas não governamentais, sem finalidade lucrativa, como é o caso das Fundações, que tem como objetivo o bem da coletividade, inserem-se neste setor.

domingo, 9 de outubro de 2011

Inclusão Digital... Você, o Mundo e a Maçã.




Inclusão Digital pode ser considerada como democratização das tecnologias. Esse assunto tem sido muito repercutido no Brasil pelas dificuldades encontradas para a implantação.
Incluir uma pessoa digitalmente não apenas "alfabetizá-la" em informática, mas sim fazer com que o conhecimento adquirido por ela sobre a informática seja útil para melhorar seu quadro social. Somente colocar um computador na mão das pessoas ou vendê–lo a um preço menor não é, definitivamente, inclusão digital.

Desde o início de 2005, foi implantado pelo Governo Federal um projeto de inclusão digital: Computador para todos. Esse projeto é voltado para a classe C e permite a oferta de computador e acesso à Internet a preços subsidiados. O equipamento deve utilizar obrigatoriamente software livre.
Os projetos de inclusão social implantados pelo governo podem ser conhecidos mais profundamente pela página do Governo sobre o assunto.

Steve Jobs (1955-2011)
Estes dias o “mundo virtual” esteve de luto pelo gênio Steve Jobs, seria ele um profissional voltado a um mercado de equipamentos luxuosos de ultima geração, muito caros e de certa forma inacessível a camadas mais pobres? O que as ações deste homem influenciaram nas nossas vidas em nosso dia-dia.

Voce tem computador em casa? Frequenta lan house?
Se você tem seu PC em casa e tem possibilidade de usa-lo facilmente,  acredite, antes da Apple (empresa do Steve Jobs) isso não era possível. Pcs eram uma exclusividade de grandes empresas e centros de pesquisa, a Apple surgiu lançando um modelo compacto e próprio para uso domestico. Bastava ter uma simples TV para começar a entrar em novo mundo de descobertas.


Voce usa o mouse com frequência? Não, ele não inventou o mouse, mais popularizou...
Foi a Apple quem tornou esse periférico popular, quando começou a utilizá-lo em todos os seus computadores a partir de 1983. o mouse foi a solução perfeita para oferecer uma interação simples e funcional entre o usuário e o sistema operacional.

o primeiro sistema operacional, no formato que conhecemos, O Mac OS mostrava o mundo da informática de forma amigável e simples para o usuário, tornando essa tecnologia acessível para um grupo maior de pessoas. Identificar os itens do seu computador por ícones é muito mais fácil do que em linhas de comando, além do fato da imagem ser uma linguagem universal. E esse foi um passo decisivo para a popularização da informática e do computador pessoal.

Voce usa disquetes ou pendrive? Hoje, praticamente não vemos mais disquetes no mercado, e pouquíssimas pessoas se utilizam desse acessório para salvar seus arquivos. O principio da memória física portátil partiu da Apple e não demorou para desenvolver outras tecnologias, o o pendrive, o notebook, netbook, a tecnologia touch screen e internet no seu celeular (smartphones), ipads e suas variações.
Quem assistiu “Toy history”, a animação 3D que marcou o inicio de um novo padrão de trabalho para animações e o uso dessa tecnologia em nosso cotidiano.
Se você não entendia porque milhares de pessoas choravam e prestavam homenagens a este “cientista”, esta é a razão, ele fez diferença.

a grande lição que Jobs deixa é que não se deve ficar na zona de conforto de ser “mais um”. Jobs se destacou porque foi singular. Porque acreditou nas suas ideias e perspectivas de futuro, mesmo com erros no meio do caminho (e quem não errou nessa vida). O maior legado de Jobs é a mensagem que aqueles que pensam diferente, marcam o seu lugar na história.


Valeu Steve!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Mobilização Social: Uma forma de mudar!



Mobilização Social é o envolvimento não de um ou dois indivíduos, mas da sociedade em geral em prol de um objetivo. É a participação conjunta da comunidade, empresas, governos e organizações sociais para a erradicação de um problema social: a fome, a pobreza, a violência urbana ou doméstica, o descaso com o meio ambiente, o desperdício de energia etc.
Como fazer isso? A primeira fase parte do princípio da conscientização. Conscientizar a comunidade de que aquela atividade desenvolvida pela organização, de alguma forma, contribui para a melhoria do ambiente, das pessoas, da qualidade de vida. Mostrar que ações conjuntas, então, provocam maiores resultados ainda.

Mobilizar pessoas para uma passeata, um protesto ou um evento é fácil. Difícil é fazer com que mudem de hábitos. Um exemplo claro é a campanha contra a dengue. As propagandas veiculadas pedem que as pessoas não acumulem água parada em recipientes para não proliferar a larva do inseto. Qual a eficácia dessa campanha? Recentemente, foi divulgado que os focos de dengue só diminuem drasticamente quando esses vídeos são mostrados ao público. Ou seja, o processo de mobilização para uma causa de longo prazo é constante.


Um Grande exemplo:

No dia 7 de Setembro de 1968, enquanto Jordi Ford era eleita Miss América e, do lado de fora do teatro, uma centena de mulheres gritava lemas de protesto, a história eternizava um episódio que, na realidade, nunca aconteceu: a queima de sutiãs em praça pública. Para protestar contra a ditadura da beleza que estava sendo imposta às mulheres de seu tempo - o degradante símbolo burro-peitudo-feminino, como dizia o manifesto divulgado naquele dia - mulheres de vários estados americanos saíram às ruas de Atlantic City levando símbolos de feminilidade da época: cílios postiços, revistas femininas, sapatos de salto alto, detergentes e sutiãs. Elas organizaram uma "lata de lixo" onde todos os apetrechos seriam queimados.
Os cartazes e gritos pelas ruas de Atlantic City combatiam os caminhos daquela sociedade dominada por homens de elite, que impunha às mulheres - assim como aos negros - papéis secundários. Não é segredo que esses modelos, assim como toda a elaboração da identidade feminina, partiram da visão masculina, e não da percepção das próprias mulheres sobre si mesmas.

 
Um exemplo Local...
Recife mudou de cara com os "homens-caranguejo"

O Movimento Manguebeat surgiu em Recife, Pernambuco, no início da década de 1990.
Enquanto Recife era eleita a 4ª pior cidade do mundo para se viver, um grupo de jovens queria
tirar a cidade do coma, devolver-lhe o ânimo e recarregar suas baterias, promovendo um 'circuito
energético' capaz de conectar as vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de
conceitos pop. O nome era uma analogia entre a diversidade ecológica dos mangues e a
diversidade cultural de Recife. Sua imagem símbolo: uma parabólica enfiada na lama. Da lama
viriam as influências locais antenadas com as vibrações globais captadas pela parabólica. O
Movimento Manguebeat surgiu em torno da música, promovendo mistura entre ritmos locais,
como a ciranda e o maracatu, com influências da música pop, como o punk e o hip hop. Mas não
se resume à mistura entre ritmos regionais e globais, pois seu principal mote é a diversidade,
abarcando variadas manifestações. Tendo se iniciado na música, o Mangue se estendeu para
outras áreas como o cinema e a moda, formando uma "cena" em Recife. O Manguebeat expressa
as mudanças que vêm acontecendo na relação entre local e global, contribuindo também para
repensarmos conceitos mais amplos como identidade.
  
Hoje, Pernambuco consome, anda e vive os frutos deste trabalho iniciado por uns caras "loucos" que os mais tradicionais chamam de "um bando de drogados e roqueiros", mas na verdade tratava-se de pessoas com um ideal social que se basearam na obra de um grande mestre de nossa terra o medico, sociólogo e escritor Josué de Castro, Recifense que viveu a ditadura militar e escreveu obras sobre a fome numa escala mundial, através de um de seus livros "Homens e Caranguejos" foi que Chico Cience, Fred Zero Quatro, Jorge Dupeixe,  Michel Zaidan, Djalma Agripino dentre outros jovens precursores, ganharam inspiração partiram com o objetivo, não só de musica, mas de resgatar sua cidade "da lama" o usando toda força daquilo que o Recife tem de melhor... o Recifense.

"Você que está aí sentado, levante-se! Há um líder dentro de você. Governe-o, faça-o falar!"
Chico Cience